• Beleza padrão x Beleza real

    15 jan • analises faciais, ANTI AGING, CIRURGIA PLÁSTICA, COSMÉTICOS, ESTÉTICA, LOVE IT!

    Dia desses eu estava na clínica e uma paciente me perguntou o que eu achava da menina irlandesa que havia tirado a própria vida por não se adequar aos padrões de beleza. A notícia havia saído naqueles dias, mas o fato havia ocorrido há pouco mais de um ano. Passado meu choque inicial, mais tarde fui me informar melhor sobre esta fatídica notícia. Li que a menina de 11 anos mostrava sinais de desequilíbrio emocional causados pela insatisfação com sua aparência, que para ela, não se enquadrava nos padrões vigentes. A menina também teria se cortado e escrito em seu corpo com o próprio sangue: “garotas bonitas não comem”. O interessante é que se tratava de uma menina linda, segundo as imagens divulgadas.

    Bom, após meu o 1º minuto de silencio em que fiquei atônita e me sentindo literalmente sem ar ao ouvir a notícia, teve início minha reflexão… A que ponto chegamos?!

    Até que ponto as pessoas estão valorizando a tal “beleza padrão”? O quão massacrante está essa mídia social, sem a qual muitos não vivem mais, tão atrativa, tão fantástica, rápida, e ao mesmo tempo tão excludente?!

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    Será que imagens sensacionais que nos chegam a todo segundo, cada vez mais acessíveis e perfeitas são exatamente reais?! Serão as pessoas formadoras de opinião ou “digital influencers” realmente tão bonitas e felizes? Em cima de que valores nós, adultos, “cabeça feita”, estamos construindo nossas referências? E nossas crianças? Que imagens as estão seduzindo? O que elas têm pensado ter o poder de fazê-las realizadas e felizes?

    O suicídio entre adolescentes está aumentando consideravelmente nos últimos anos, dizem pesquisas sérias e recentes. Me pergunto se dentre as inúmeras causas que permeiam este triste fato, não está a discrepância entre o que se vê pela tela do celular e as opções reais que a vida apresenta a estes jovens.

    Certamente sim. Muitos dos problemas enfrentados pelas crianças, adolescentes e jovens de hoje, estão na idealização de tudo o que agrega poder: a felicidade, a riqueza e a beleza.

    Quanto à beleza, conceito de difícil definição e complexa interpretação, ela também é idealizada. Assim como a vida, o carro, o amante perfeito. O “padrão” existe e isto é inegável. A mídia nos apresenta o que mais convence. Os rostos mais famosos da atualidade, são também os mais lucrativos. E coincidentemente, são parecidos na forma e nos traços. E a partir do momento em que tal semelhança é firmada, eis que surge um padrão. E este padrão de beleza, obviamente excludente, e por isto tão atraente, é tão desejado quanto o carro, a casa, o look do dia, a cor do esmalte da vez.

    A questão é que a obsessão pela beleza física requer mais do que dinheiro. As intervenções no corpo e no rosto é terreno minado, pois tudo o que permeia a intervenção cirúrgica tangen1515946839969blobcia questões mais complicadas como o risco de vida, a ameaça à saúde, e a possibilidade da deformidade.

    Eu falo muito dessa beleza padrão. É meu trabalho. É sobre essa beleza e como atingi-la que eu estudo há 15 anos. Além disto, eu sou um real amante do belo, especificamente da beleza facial. O que não quer dizer que eu concorde com a busca desde ideal a qualquer preço e custo.

    Nossos olhos estão viciados, mas é necessário encontrar beleza onde não mais conseguimos enxergá-la. Após a reflexão do início deste texto, tive a idéia de lançar a série BELEZAS DA VIDA. Como um protesto à superficialidade da beleza que tem sido pregada. Para lembrar nossos jovens de como é belo um corpo saudável, uma face sem maquiagem, uma menina adolescente vestida de forma discreta, grupos de jovens se encontrando para ler em uma tarde qualquer, o respeito aos mais velhos, os bons modos à mesa, o português pronunciado e escrito corretamente. Relações mais verdadeiras e menos virtuais. Por mais abraços reais e menos “likes” no instagram.

    É urgente não deixar a busca pela “beleza padrão” não apagar a beleza da vida.

     

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  • MeDical Codes – uma mudança de paradigmas na abordagem estética facial avançada

    1 dez • ANTI AGING, ESTÉTICA

    As mais adeptas da estética facial sabem disto: não se fala em outra coisa senão no MeDical Codes, ou MDCodes. Muitas delas entretanto se perguntam: do que se trata? Uma nova técnica de preenchimento? Uma metodologia de análise facial? Um produto para rejuvenescimento da face?

    O assunto merece atenção. E requer uma explicação mais abrangente para que o leitor compreenda o que é, como é feito e porque é considerado uma verdadeira mudança de paradigmas.

    Quando envelhecemos surgem rugas e vincos na face. De repente olhamos no espelho e percebemos que algo está errado. Já não é só caprichar na maquiagem para nos sentirmos atraentes e poderosas. Quilos a mais ou a menos não mais justificam rugas, olhos fundos, sulcos e depressões que não existiam antes. De repente a própria maquiagem parece não se adequar mais a pele, não conseguimos aplicar a sombra com facilidade, e mesmo a roupa mais espetacular que escolhemos parece não ser suficiente…

    Por trás das rugas que surgem na pele, um universo de eventos interligados está acontecendo, desde nossos ossos até a superfície. É como se o envelhecimento que conseguimos enxergar fosse apenas a ponta do iceberg. Sim. Eventos complexos e relacionados ao envelhecimento hormonal e metabólico estão ocorrendo silenciosamente nas estruturas mais profundas da face. Os ossos perdem volume e sofrem alterações tridimensionais em sua forma. Os músculos começam a se contrair involuntariamente se tornando mais rígidos e isto se reflete sutil e progressivamente em nossas expressões faciais que vão se modificando ao longo dos anos. Importantes alterações também acontecem na gordura da face. Alguns compartimentos perdem gordura enquanto outros ganham gordura. Em geral ocorre um afastamento das “fat pads”. Elas vão se separando ao longo do tempo, causando uma perda de continuidade que se reflete na superfície da pele como pequenas depressões e elevações que antes não estavam presentes. Seu deslocamento e perda de continuidade também causam alterações de contorno, “bolsas” e o que chamamos de “bulldog”, na área da mandíbula.  Por fim os ligamentos que contribuem para deixar cada coisa em seu lugar também sofrem a ação de tempo, perdem elasticidade e se afrouxam contribuindo para o deslocamento de tecidos. De todas essas alterações a perda de volume é sem dúvida o evento que mais contribui para o envelhecimento e a perda da beleza.

    Diante de todos esses eventos que acontecem na face, vocês devem estar se perguntando: e onde entra o MD Codes? A resposta é simples: não adianta tratar a ponta do iceberg. O que existe nas profundezas das águas é muito maior e deve ser tratado. Analogicamente: não basta preencher a ruguinha que você consegue ver no espelho. É preciso tratar as estruturas mais profundas da face para voltar tudo para lugar e restabelecer a juventude e a beleza perdida.

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    O MD Codes é uma sequência de aplicações em pontos específicos da face. Um modelo de tratamento facial, não simples, mas lógico, baseado em áreas anatômicas e em suas subdivisões. Trata-se de códigos através dos quais o médico injetor pode identificar o produto injetado, o modo de injeção, a profundidade, a sequência (ou, que subdivisão é tratada primeiro e depois, e assim por diante) e o perigo que a região representa (devido a presença de vasos sanguíneos que oferecem risco ao procedimento). Trata-se também de uma estratégia de aplicação de preenchedores segundo o princípio de que a perda de volume é o maior responsável pela perda de jovialidade facial.

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    Uma particularidade é que em geral é necessário um bom número de serinas para e atingir um bom resultado. Outra particularidade é que o método foi desenvolvido para uma linha específica de produtos.

    É inegável a eficácia da padronização de tratamento facial MDCodes para o rejuvenescimento e embelezamento facial. É um divisor de águas porquê de uma vez por todas tornou claro que o preenchimento pontual de rugas traz resultados muito aquém de um rejuvenescimento global da face. Seu criador, Dr. Maurício de Maio foi genial em perceber a necessidade de se tratar o envelhecimento facial como um evento global, de que era necessário preencher profundamente, próximo ao osso, e em outros níveis mais superficiais também, e que a técnica ideal para isto é variável dependendo de particularidades anatômicas de cada elemento da face. E o mais interessante, o método tornou imprescindível o total domínio da complexa anatomia facial para se compreender e executar de forma segura e correta, a sequência de aplicações.

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    A face e a beleza intrigante inovadoramente interpretada pelo volume e pelo relevo de superfície. O rejuvenescimento facial proposto por códigos quase matemáticos de forma que sua soma reflete a restauração de volumes e formas perdidos com o tempo, uma verdadeira mudança de paradigmas.

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  • CONTE-ME SOBRE VOCÊ: O medo da rinoplastia

    9 out • ANTI AGING, CIRURGIA PLÁSTICA, ESTÉTICA

    🌹Este post é uma resposta a todas vocês que são insatisfeitas com o seu rosto mas têm medo de encarar uma rinoplastia. 

    👃🏼a rinoplastia é o ramo da cirurgia plástica mais desafiador tecnicamente. 

    👃🏼a rinoplastia exige do cirurgião uma percepção da forma aguçada porque ele deve saber até que ponto projetar ou reduzir considerando que meio milímetro a mais ou a menos é o suficiente para um resultado não tão satisfatório 

    👃🏼poucos profissionais dominam a rinoplastia 

    👃🏼maus resultados requerem retoques que são tecnicamente mais difíceis em relação a 1a cirurgia com maiores chances de nova insatisfação 

    👃🏼é necessário considerar “estética” e também “função” uma vez que são conceitos indissociáveis para quem se presta a operar um nariz. 

    👉🏻👉🏻👉🏻escolha bem seu cirurgião 

    👉🏻👉🏻👉🏻defina exatamente o que vc pretende mudar e deixe isto claro ao seu cirurgião 

    👉🏻👉🏻👉🏻evite falsas expectativas. Tenha a real noção do que ou não é possível se atingir no seu caso especificamente. 

    😉dica: narizes exóticos, mais retos e maiores estão em evidência e são mais valorizados hoje. É necessário entender o seu nariz como um elemento estético em sua face. E não como uma estrutura isolada! 

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  • Análises faciais – Beleza real – Monique

    31 jul • analises faciais, CIRURGIA PLÁSTICA, COSMÉTICOS, ESTÉTICA

    Monique tem pele negra e cabelos longos crespos. A região frontal inclina-se próximo à linha de implantação capilar (característica de sua etnia) e confere feminilidade à fronte – e, portanto, submissão. Os olhos são meigos, tamanho médio. A abertura vertical é levemente estreita o que confere charme ao jeito de olhar. O nariz carrega consigo características étnicas próprias. Base larga, dorso baixo. Mas a ponta é empinada e fina. O conjunto é exótico porque afirmam a força dos traços mas apresentam também a delicadeza de uma ponta com formas caucasianas. Tal característica, em conjunto com a sutileza do olhar trazer meiguice a essa face. Os lábios são grossos, mas não muito e em conjunto com o queixo pequeno, arredondado e delicado, caracterizam um terço inferior feminino e sensual. A distância entre a margem ciliar superior e os supercílios é maior, o que confere superioridade a este olhar. Tal peculiaridade, associada ao supercílio declinado lateralmente e ao formato arredondado e feminino da testa, configuram um dos contastes de sua beleza: nobreza e submissão. O contorno facial é redondo, os zigomáticos e o ângulo da mandíbula não são muito marcados. Esses traços conferem ingenuidade à face, o que juntamente com a sensualidade dos lábios e do olhar configuram mais um dos intrigantes contrastes do belo. Monique é séria, reservada, tímida e extremamente cortês. Tal personalidade, por trás de um corpo lindo, bem torneado, cabelos longos, e um tom de voz grave, encantam e chamam a atenção. Não só pela beleza, mas pelo charme e pela sensualidade contida, ou subentendida.

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  • Análise faciais – Beleza real

    24 jul • analises faciais, CIRURGIA PLÁSTICA, COSMÉTICOS, ESTÉTICA

    Depois de analisar as faces mais belas do mundo, das divas do cinema às top models mais expoentes, resolvi fazer o mesmo com pessoas comuns. Pacientes queridas, pessoas conhecidas minhas que considero belas. Eleitas não por ser celebridades ou modelos famosas, mas por serem donas de uma mistura de beleza, charme e autenticidade. São belezas “comuns”, de pessoas comuns, sem o peso da fama influenciando e seduzindo nossos julgamentos. E por serem gente como nós, exemplificam e personificam a beleza tangível, palpável, que conseguimos alcançar e compreender de forma mais leve. Através delas será possível até compreender que qualquer um ou uma de nós temos pontos fortes de atratividade facial. Podermos entender que não é preciso fama ou perfeição física (no senso estrito) para sermos de fato belas e nos sentirmos como tal. Poderemos nos identificar e nos reconhecer nessas faces não menos belas, mas com certeza mais reais do que celebridades inatingíveis. Amanhã nos vemos as 21h!

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  • Cosméticos e cuidados de beleza durante a gravidez

    10 jul • COSMÉTICOS, ESTÉTICA, LOVE IT!, maternidade

     Tinturas de cabelos – preferencialmente restringir para o terceiro trimestre.  As melhores são as semi-permanentes pois não contém amônia (ex: Inoa Loreal). 

    Evitar a mistura de produtos, pois reagem entre si gerando outros compostos.  Nunca tingir no primeiro trimestre.

    Maquiagem – a maioria parece ser segura para uso na gravidez. Evitar as que contenham mercúrio, chumbo e vitamina A. Evitar parabenos e lauril sulfato de sódio pois a pele nessa época se torna mais permeável, e portanto a chance de reações alérgicas é maior.  

    Cosméticos para a pele 

    A vitamina C pode ser utilizada para promover seu efeito clareador e estimulador de colágeno.

    O ácido azelaico é categoria B, e pode ser utilizado como clareador a partir do segundo trimestre.

    Protetores solares podem ser utilizados sem problemas, exceto os de tecnologia “nano”pois não existem estudos em gestantes.

    Estrias/ hidratantes corpo : preferir a associação de um umectante ( ex: ureia ) com um emoliente ( ex: dimeticona ). A ureia na concentração de até 10% pode ser utilizada.  Uso o Velastisa ( Isdin )  e Mustela. Intercalar os hidratantes com óleos vegetais ( amêndoas, semente de uva…). O uso do óleo de forma isolada é inferior ao uso do óleo + hidratante

    Use os sabonetes que não contenham ácido salicílico. O meu é o Effaclar purificante (La Roche Posay).  Para tonificar, uso o Bioderma sensibio. Contém água micelar e é indicado para peles sensíveis. Serve também para retirar a maquiagem. Hidratante rosto: Epidrat calm, Tolerance extreme (Avene). Evite produtos com parabeno ou perfume para reduzir a chance de irritações.

    os esmaltes estão liberados 

    as massagens relaxantes e as drenagens linfáticas também. Não só liberadas como recomendadas. 

    os procedimentos dermatológicos  são contraindicados durante a gestação. 

    Muitas dessas dicas foram dadas pela dermatologista da @clinicapatricialeite, Dra. Joana Mendes. Além de linda, é de uma competência e ética invejáveis. #soufã! Obrigada por me ajudar a elaborar este post e por cuidar tão bem de mim neste período!  

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  • As mudanças de Renée Zellweger – parte 2

    7 nov • analises faciais, ANTI AGING, CIRURGIA PLÁSTICA, ESTÉTICA

    fatpads ou compartimentos de gordura que estão presentes ao redor dos olhos… Hoje, não somente as olheiras são considerados elemento estético alvo de atenções, mas também os compartimentos acima e lateral dos olhos, bem como as frontais e as temporais. Pra mim, é gritante a perda de volume da atriz ao redor dos olhos, têmporas e testa. E gente, gravem isto: perda de gordura facial = envelhecimento facial = perda de jovialidade, que nem sempre é igual a perda de beleza, a menos que seja exagerada e não encontre harmonia com os outros elementos estéticos faciais. Foi o que houve com ela. Vemos pessoas que ficam mais bonitas a medida que o tempo passa… Elas envelhecem, perdem gordura facial, adquirem um rosto mais magro e mais marcado ficando assim, mais atraentes ( e muitas não fizeram bichectomia viu!?) Mas no caso dela, a remoção do chamado ROOF e das bolsas de gordura intraorbitais superiores e inferiores foi muito evidente. Ela emagreceu também, e então perdeu gordura frontal e temporal superior também. Mas a temporal inferior, provavelmente foi fruto da retirada da extensão temporal da bola de Bichat, que contribui para o volume e contorno da região lateral dos olhos e inferior temporal, fundamentais para a manutenção da jovialidade facial. Ela fez o caminho inversos, hoje as pessoas colocam volume… Se ela fosse minha paciente, eu teria indicado somente a bichectomia com preservação dos prolongamentos temporal e massetéricoe aconselharia perda de peso, para uma redução natural e homogênea do volume facial…

    Podem mandar suas dúvidas! Responderei à medida que o tempo deixar!! Até a próxima análise!

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  • As mudanças de Renée Zellweger

    7 nov • analises faciais, ANTI AGING, CIRURGIA PLÁSTICA, ESTÉTICA

    Há algum tempo, a atriz Renée Zellweger apareceu na mídia BEEEEM diferente do que costumávamos ver. Ela surgiu mais magra e com alterações faciais que só por terem se tornado muito notáveis, fizeram com que a mesma perdesse atratividade. O mais notável foi a perda de gordura facial, principalmente ao redor dos olhos. Por trás da pele do rosto humano, existem compartimentos de gordura bem conhecidos e determinados que podem ser superficiais (estes em questão) ou profundos (existem por trás da musculatura do rosto). A lipoaspiração facial reduz a quantidade de gordura existente nos compartimentos superficiais e a bichectomia, reduz a quantidade de gordura presente no compartimento profundo chamado bola de Bichat (existem outros também). Farei um post sobre isto no decorrer dessa semana (#fiqueligado!)mas neste vou salientar a importância das fatpads periorbitais para a jovialidade. Na opinião de vocês, qual alteração no rosto da atriz contribuiu mais com o envelhecimento dela? No próximo post vou expor meu ponto de vista e dizer o porque desse “envelhecimento” quando na verdade, ela deve ter pretendido ficar mais bonita! Aliás, juventude e beleza, pra vocês, são sinônimos?! Estão intimamente associados!? Quero saber o que pensam!!!

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  • Silicone e mamografia – Mitos e verdades

    23 out • CIRURGIA PLÁSTICA, ESTÉTICA

    👉🏼 “A compressão durante a mamografia pode romper os implantes”
    MITO. A compressão no mamógrafo costuma ser menos intensa nesse caso justamente para não correr qualquer tipo de risco. Além do mais, os implantes são super resistentes e não se rompem nem com forças muito maiores.
    👉🏼 “Há uma posição da prótese que facilita a realização da mamografia”
    VERDADE. Para esse tipo de exame, as próteses por trás do músculo tem maior deslocamento, permitindo exposição completa da glândula mamária, facilitando a mamografia.
    👉🏼 “A imagem na mamografia aparece mais esbranquiçada após o implante de silicone”
    VERDADE. O silicone é um material radiologicamente denso, por isso a densidade global da mama pode aumentar.
    👉🏼 “Nas cirurgias de remoção do tumor o implante também é retirado”
    DEPENDE. Na maioria das vezes , sim.

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  • Suplementação na gravidez

    8 maio • LOVE IT!, maternidade, SUPLEMENTAÇÃO

     

    Desde o momento da concepção, quando duas células se fundem, o embrião humano embarca numa incrível jornada de desenvolvimento. De uma única célula, o embrião se transformará em trilhões de células organizadas em uma complexa forma que é o corpo humano. Durante sua estadia no útero, a mãe proverá abrigo, comida, água e oxigênio. Justamente nesse período, as escolhas maternas, paternas e muitas vezes familiares, afetarão a vida desse novo ser em curto, médio e longo prazo. Um momento de rápida construção que requer suprimentos adequados, em quantidades ideais.

    Nas semanas em que durar o período gestacional e nos primeiros meses de vida do bebê, deve-se evitar qualquer possibilidade de carência, fornecendo nutrientes para um contínuo desenvolvimento do feto e para a saúde da mãe.

    Nesse período de tantas mudanças, cada fase requer uma atenção especial dos pais e dos profissionais de saúde, cercando-se de cuidados e informação para otimizar os resultados presentes e futuros, utilizando nutrientes específicos, focados em qualidades estruturais das partes, construindo assim um ambiente rico para o organismo como um todo, e preparando-o para uma vida onde as adversidades se apresentarão de maneira complexa. Faz-se uso da janela de oportunidades que a ciência vem desvendando, através do uso de suplementos, para vantagem e benefício de todos – aqui, em especial, da mãe e do bebê.

    Muitos dos nutrientes apresentados, como o ferro, iodo e ácido fólico, são há mais tempo estudados ou popularmente conhecidos, mas existem outros que a ciência vem analisando e evidenciando benefícios expressivos. O que a ciência comprovou nas últimas décadas sobre o papel preventivo e maximizador da suplementação, durante (e após) a gestação estará nas próximas linhas desse artigo. O objetivo é relatar que o uso de alguns suplementos pode gerar um resultado final diferente, não só prevenindo doenças, mas também otimizando o funcionamento do organismo da futura criança. É a possibilidade de oferecer mais saúde para o filho, antes mesmo de seu nascimento.

    Sendo um conteúdo de atualização científica e não um guia de prescrição, é importante salientarmos que nada substitui um profissional de saúde e uma dieta e estilo de vida saudáveis. O uso de qualquer substância – aqui no caso, suplementos – deve ser discutido e seguido conforme orientação do médico e nutricionista que acompanham a gestante ou nutriz.

     

    Por que suplementar a gestante?

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    A gestante de hoje não recebe a mesma quantidade de minerais em comparação com uma gestante que vivia 30 ou 90 anos atrás. Em 1927, pesquisadores de King’s College, da Universidade de Londres, come­çaram a coletar dados sobre o teor de nutrientes dos alimentos (27 variedades de vegetais e 17 de frutas, 10 cortes de carne, e alguns queijos e leites). Suas análises foram repetidas em intervalos regulares desde então, dando-nos uma imagem única de como a composição da nossa alimentação mudou ao longo do século passado: os alimentos perderam de 20 a 60% dos seus nutrientes.

    Essa perda de nutrientes é observada sob vários ângulos. E, mesmo que as necessidades diárias reco­mendadas (NDR) apresentem-se de forma conser­vadora – e muitas esperando por uma revisão com urgência frente às conclusões de várias pesquisas modernas –, estudos vêm indicando uma carência nutricional, entre gestantes, de vitaminas e minerais essenciais, como o magnésio, folato, vitamina E, D, ou mesmo gorduras benéficas como o DHA.

    O DHA – um dos ácidos graxos poli-insaturados presentes no ômega-3 – é um componente funda­mental da membrana celular do cérebro e da bainha de mielina em torno de cada nervo. Ele é transferido a taxas altíssimas da mãe para o feto e essa distribui­ção é crucial para uma ótima saúde cerebral, ocular, imunidade e desenvolvimento do sistema nervoso. Por ser um nutriente de alta demanda do feto, a mãe pode apresentar carência trazendo consequências como a depressão pós-parto.

    Um estudo canadense, publicado em Applied Physio­logy, Nutrition, and Metabolism, e conduzido por Cathrine Field, que comparou a ingestão dietética de 600 mulheres grávidas e lactantes (grupo partici­pante do estudo APrON), descobriu que apenas 27% das mulheres grávidas e apenas 25% das lactantes atendiam à dose de 200mg de DHA/dia.

    A idade média das participantes foi de 31,6 anos e elas eram em sua maioria casadas, com boa renda familiar, e possuíam formação universitária. Aproxi­madamente 1/3 delas tomavam um suplemento de ômega-3 (DHA), sendo estas as que se aproximaram mais da ingestão ideal. Quase 3/4 das mulheres no estudo não estavam recebendo suficiente ômega-3 durante a gravidez e lactação, e quase 90% das mulheres que confiavam na dieta por si só não esta­vam recebendo suficiente DHA.

    Segundo a conclusão do estudo, com o uso da suple­mentação de ômega-3 ocorreu melhora significante da ingestão do DHA necessário para a saúde do bebê e da mãe.

     

    Ômega-3 na construção do cérebro

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    O cérebro humano é composto por quase 60% de gordura. Importante para a formação da membrana externa das células cerebrais, ela permite uma troca rápida e mais eficaz de ‘mensagens’ entre as células nervosas. No momento de maior desenvolvimento da massa estrutural do cérebro do bebê – durante o 2° trimestre e, principalmente, 3° trimestre gestacional, estendendo-se para a lactação – a ingestão de ótimas quantidades de ômega-3 pela mãe pode repercutir posi­tivamente durante muitos anos na vida do seu filho.

    O ômega-3 engloba os ácidos graxos poli-insatura­dos (PUFAs): α-linolênico (ALA), eicosapentaenoico (EPA), docosapentaenoico (DPA) e docosahexaenoico (DHA) – os 3 últimos referidos como sendo de cadeia longa (n-3 LCPUFAs). Esses ácidos graxos essenciais – não produzidos pelo organismo, devendo ser obtidos através de fontes dietéticas –, são os componentes estruturais do sistema nervoso central e seu papel no aprendizado, habilidades e memória já foram bem documentados.

    Um estudo publicado em Pediatrics concluiu que a ingestão materna de ácidos graxos de cadeia longa ômega-3, durante a gestação e lactação, mostrou aumento no QI (quociente de inteligência) das crian­ças aos 4 anos de idade.

    Recentemente, pesquisadores da Faculdade de Medi­cina da Universidade de Tohoku, Japão, ao estuda­rem a correlação entre o consumo de óleo de peixe durante a gestação e a saúde do cérebro de filhotes de camundongos, descobriram que na ocorrência do desequilíbrio entre os níveis de ômega 3 e 6, a conse­quência é um envelhecimento prematuro das células neurais do feto – responsáveis pela produção de células cerebrais. Também observaram níveis altos de ansiedade, mesmo depois quando criados com dietas ricas nutricionalmente. Como a dieta ociden­tal é majoritariamente rica em ômega-6 (alimen­tos processados com o uso de óleo de soja, entre outros), os pesquisadores reafirmam a recomenda­ção de consumo de óleo de peixe durante a gestação para o bem da saúde da criança.

    Os estudos apontando resultados enaltecedores do ômega-3 para a saúde nos períodos pré, durante e pós-gestacional são muitos e impressionam, abor­dando, inclusive, uma influência futura na vida da criança.

    Benefícios comprovados do uso de Ômega-3 na gestação

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    Crianças de mães suplementadas com ômega-3 apresentam melhor processamento mental, aprendizado, memória, desenvolvimento psicomotor e coordenação mãos-olhos, bem como prevenção do déficit de atenção.

    Efeito positivo na visão da criança. O DHA é uma das principais gorduras estruturais na retina do olho, sendo responsável por até 60% do total de ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs).

    Níveis adequados de DHA na dieta parecem ser cruciais para a construção da resiliência neuronal de longo prazo para um ótimo desempenho cerebral, e ajudam na batalha contra doenças neurológicas.

    Melhor saúde gestacional e no parto, melhor crescimento e desenvolvimento dos bebês, maior adaptação ao estresse durante a gestação e prevenção de depressão perinatal.

    Devido à contaminação dos mares, para evitar a presença de mercúrio e outras toxinas no organismo, ao se alimentar de peixes, escolha os de menor porte e vida curta, ou, ao comprar o seu suplemento de ômega-3, procure um que apresente certificação de pureza.

     

    Probióticos: efeitos positivos de longa duração

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    De acordo com a ciência moderna, a saúde do intestino é de onde se origina quase 70% do sistema imune. Edições anteriores da Revista Essentia já abordaram, através de diversas literaturas, a importância dos probióticos não apenas para o trato digestivo, mas também no equilíbrio do sistema imune, e a inter-relação da saúde intestinal com a saúde geral física e psíquica.

    Os probióticos são microrganismos vivos (lactobacillus) que podem afetar positivamente a saúde. Uma absorção eficaz de nutrientes, vitaminas e minerais de alimentos e suplementos depende de uma boa digestão e uma boa distribuição de bactérias benéficas nos intestinos. Alimentos como iogurte, keffir, bebidas fermentadas e suplementos probióticos aumentam o crescimento e diversidade de microrganismos saudáveis no corpo.

    Nas gestantes, os probióticos auxiliam no controle do excesso de peso, diminuem os riscos de parto prematuro, além de diabetes gestacional82 e infecção urinária, que são muito comuns nesta fase da vida da mulher.

    Durante a gestação, quer seja pelas alterações hormonais ou pelas alterações mecânicas no abdômen, a mulher tende a uma diminuição do funcionamento do intestino, gerando constipação. Também ocorre uma maior retenção de líquidos, o que torna as fezes mais secas, dificultando sua passagem pelo intestino. Daí também a importância de uma alimentação rica em fibras e/ou a suplementação com probióticos, e boa ingestão de água.

    Um grande aliado dos probióticos – e das gestantes – é o consumo de prebióticos (fibras), que funcionam como alimentos para estes microrganismos, além de diminuir a absorção de gorduras pelo intestino, melhorando os níveis de colesterol no sangue, atuando no controle da glicemia em pacientes com diabetes, auxiliando na redução do peso corporal, fortificando o sistema imunológico e intensificando a absorção de minerais.

    O bebê também se beneficia da ingestão desses microrganismos. Uma colonização bacteriana positiva auxilia em processos alérgicos e no amadurecimento do sistema imune, impedindo uma série de doenças. Uma em cada 5 crianças sofre de dermatite atópica, e algumas revisões sistemáticas de estudos e meta-análise (Jama Dermato¬logy/2013; Allergy/2015; Journal of Derma¬tological Treatment/2015) concluíram que os probióticos podem limitar a ocorrência ou sua severidade, produzindo proteção de longa duração.

     

    O parto

    Vitaminas-para-crianças-suplementação-vitamínicaO parto normal é muito importante para os bebês por possuírem um intestino estéril ao nascer. Ao passar pelo canal do parto, e durante a amamentação, ocorre uma transferência das bactérias da mãe para o bebê. Quanto mais a mãe possuir estirpes variadas de bactérias saudáveis, mais imunidade e saúde o bebê terá. No caso do Brasil, onde o índice de cesáreas é muito alto, a suplementação de probióticos para bebês nascidos sob esta técnica é extremamente recomendável, pois também há o benefício da redução das cólicas do recém-nascido.

    Vale notar que os suplementos de probióticos se diferenciam em potência e ingredientes, dependendo de quem os fabrica e, conforme intenção de uso, o profissional de saúde pode personalizar as cepas e doses necessárias para cada paciente.

    Mutivitamínicos

    Pré-natal

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    Enquanto uma severa deficiência possa não ser o problema mais incidente, uma deficiência ‘marginal’ pode acontecer com mais frequência do que o desejável, e, inclusive no caso de gestantes que usam suplementos pré-natais prontos. Mas… como assim?

    No Brasil, um multivitamínico pode ser classificado e fiscalizado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como um alimento ou medicação. Infelizmente, ainda não existe uma categoria específica para os multivitamínicos, e, mesmo que as regras possam ser rígidas, as legislações pertinentes aos alimentos e medicações são diferentes, criando assim impasses na produção de suplementos vitamínicos. Todas as empresas ao produzirem um multivitamínico pré-natal ou não, devem seguir os valores máximos de vitaminas e minerais da IDR (Ingestão Diária Recomendada), que é definida pela ANVISA – conforme a legislação seguida, dos alimentos ou medicações. Esses valores são baseados na RDA (Recommended Dietary Allowances), um sistema de recomendações nutricionais americano que é revisto periodicamente refletindo os avanços do conhecimento científico. Além de um suplemento multivitamínico não ser um alimento e nem uma medicação, outro problema é que a periodicidade das revisões científicas não ocorre de forma ágil como desejaríamos ou precisaríamos… e a mais recente edição (10a) é do ano de 1989. De lá para cá, muitos estudos quantitativos e qualitativos já evidenciam valores diferentes de alguns nutrientes. Isso posto, os multivitamínicos pré-natais comerciais são fabricados com muitos de seus ingredientes em doses baixas, pois a ANVISA não permite a comercialização de vitaminas e minerais acima da IDR atual. Por exemplo, a IDR da vitamina D é de 200UI, no entanto, sabe-se que a gestante precisa de, pelo menos, 2.000UI; a vitamina C conforme a IDR é 45mg, mas um valor mais benéfico evidenciado é de 300mg/dia.

    Formas ativas dos nutrientes

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    Os nutrientes contidos em um multivitamínico, dependendo do fabricante, podem se apresentar sob diversas formas, o que muitas vezes pode até confundir o consumidor. Por isso, a importância do conhecimento do profissional de saúde na hora da sua prescrição. Cada paciente é único, com seu histórico e quadro de saúde. E, além dessa unicidade, outro ponto importante a ser considerado é a prescrição das melhores formas ativas dos nutrientes (vitaminas) para uma melhor absorção (biodisponibilidade) e minerais quelados – isto é, envolvidos por aminoácidos, diferentes da forma de óxido de zinco, magnésio e ferro, por exemplo, que não são tão bem absorvidos pelo organismo quanto sob a forma quelada.

     

    Zinco

    Amigo da Imunidade

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    O zinco cumpre um papel importante na formação do feto e no equilíbrio da saúde da mãe. Durante a gestação, existe uma elevada demanda de zinco por parte do bebê, e o risco de déficit para a mãe. A função deste nutriente é regular o desenvolvimento cerebral durante a fase fetal e pós-natal. Melhorar o nível de zinco pode ajudar quanto a uma possível depressão, visto que ele atua como um importante cofator para a síntese de neurotransmissores. De fato, sob condições de grande estresse, o organismo elimina rapidamente o zinco através da urina, suor e saliva – quanto menor o nível de zinco, maior a probabilidade de depressão e vice-versa.

    Para o feto, o rápido desenvolvimento cerebral é muito vulnerável à insuficiência nutritiva do zinco e ela pode alterar a regulação autônoma do sistema nervoso e desenvolvimento hipocampal e cerebral.

    Outro fator de proteção do zinco acontece diante da possibilidade de infecções virais, bacterianas e fúngicas para o desenvolvimento do bebê. Esse micronutriente é um grande responsável pelo funcionamento do sistema imune – um importante ganho. Para prevenir viroses durante a gestação, talvez devêssemos dosar os níveis séricos de zinco das gestantes e observar se seu sistema imune não está debilitado por essa carência nutricional.

    Normalmente, a população apresenta déficit de zinco, mas dentre os grupos de maior preocupação, encontramos as gestantes, lactantes e bebês. Em 2005, o periódico Journal of Trace Elements in Medicine and Biology publicou estudo que observou que, em média, 77% das mães e 3/5 dos bebês recém-nascidos apresentavam deficiência de concentração sérica de zinco (abaixo de 13umol/L).

    Parte dessa deficiência pode ser explicada porque algumas pessoas podem apresentar dificuldade de absorção e processamento desse mineral, alguns alimentos também podem intervir na sua absorção, e o bom funcionamento do fígado está intimamente interconectado a esse processo.

    Vitamina D

    Um pró-hormônio

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    A vitamina D não é uma vitamina. Embora denominada como tal, ela é um hormônio esteroide – um pró-hormônio solúvel em gordura que o organismo pode produzir sob circunstâncias ideais. A exposição ao sol (radiação ultravioleta UVB) sem filtro solar durante tempo adequado é o mecanismo principal projetado pelo organismo para a sua produção.

    Descobertas recentes e reveladoras demonstraram que todas as células possuem receptores para a vitamina D. Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma. Isso seria como uma chave bioquímica que abre diferentes portas com ampla influência sobre a saúde humana.

    É comum nos consultórios, a preocupação com os níveis de glicose da gestante, mas essa preocupação deveria se estender igualmente com os níveis séricos de vitamina D. Um estudo da pediatra e neonatologista americana Carol Wagner, da Universidade da Carolina do Sul, mostrou ainda que a vitamina D reduz em 50% a possibilidade de complicações na gravidez. Ela interfere até no humor.

    Na gestação, sua deficiência está relacionada à pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, raquitismo, nascimento prematuro por cesárea, baixo peso ao nascer, gordura corporal na infância tardia, autismo e outras desordens psiquiátricas.

    Teoricamente, a população brasileira não deveria apresentar deficiência de vitamina D, afinal o Brasil é um país privilegiado em relação à incidência solar. Mas, é surpreendente notar que mesmo o fator local onde se reside e, portanto, a incidência de sol, pode não atestar a favor da produção de vitamina D, como foi visto por estudo feito com 2.649 mulheres grávidas e 1.802 recém-nascidos da Espanha, Itália, Grécia e Turquia, onde se constatou que sua deficiência ocorria em até 90% das participantes.58 Durante e após a gestação, o conjunto de estilo de vida mais medição dos níveis séricos é o que vai determinar a dose ideal para a mãe, feto e criança.

    Os cientistas temem que muitas gestantes acreditam erroneamente que estão recebendo quantidade suficiente de vitamina D a partir de seu suplemento pré-natal. Evidências crescentes revelam que essas mulheres podem precisar tanto quanto 6.000 UI de vitamina D3 por dia, muito acima da recomendação diária, para alcançarem os níveis sanguíneos adequados. A realidade é que as doses da vitamina nos suplementos pré-natais geralmente se apresentam baixas e sua deficiência durante a gestação pode afetar a vida da criança inclusive até vários anos depois de seu nascimento.

     

    Colina

    Auxiliar do desenvolvimento fetal

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    A colina é um nutriente essencial presente em alimentos, como fígado, carnes bovinas, peixes, amendoim e gema de ovos, oferecendo diversos benefícios tanto para danos hepáticos quanto para alterações neurológicas, como depressão, perda de memória, entre outros. Um aumento de sua necessidade aparece durante a gravidez e lactação porque a colina é necessária para a produção da lipoproteína fosfatidilcolina – componente de todas as membranas celulares –, e desempenha um papel central no desenvolvimento cerebral da criança, em especial na área do hipocampo e encéfalo frontal (regulação da memória e atenção), antes e após o nascimento.

    Nesse período, o aumento de sua necessidade (450mg/dia) se dá desde que grandes quantidades de colina são transferidas para o feto através da placenta – a concentração do nutriente no líquido amniótico é 10 vezes maior que o presente no sangue da mãe. Durante a amamentação, sua necessidade aumenta ainda mais (550mg/dia). No entanto, dados de avaliação do programa de estudos americano NHANES (2007-2008) mostram que a média de consumo de colina entre as gestantes é de 337mg/dia.

    A professora da Divisão de Ciências Nutricionais, Universidade de Cornell, Maurie Caudill, internacionalmente reconhecida por seus estudos sobre folato e colina, estudou os efeitos da suplementação de colina no desenvolvimento fetal e descobriu que o nutriente pode melhorar a maneira como a criança responde ao estresse. As mães que consumiram níveis mais altos de colina mostraram níveis de cortisol reduzidos. O Dr. Robert Freedman, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Colorado, EUA, autor de vários estudos clínicos e neurobiológicos sobre esquizofrenia, participou de estudo sobre os efeitos da suplementação de colina no período perinatal, e relata um melhor funcionamento cognitivo da criança, bem como uma melhor fisiopatologia associada à prevenção do risco de desenvolver, futuramente, esquizofrenia.76,77 Mas devemos lembrar também que baixos níveis de colina são um fator de risco para defeitos do tubo neural, tão importantes quanto o ácido fólico.

    Magnésio

    Um relaxante natural

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    Com a crescente compreensão da importância de uma adequada homeostase de magnésio durante a gravidez, um número cada vez maior de estudos vem concluindo seu uso benéfico para o tratamento ou prevenção de várias condições patológicas como a pré-eclâmpsia, câimbras nas pernas, paralisia cerebral em ocorrência de parto prematuro, diabetes gestacional, hipertensão gestacional e o risco futuro de doença coronária.

    Na hora do parto, o magnésio otimiza a pressão sanguínea e aumenta a tolerância à dor. O Dr. Norman Shealy, um dos maiores especialistas no tratamento da dor e fundador do Instituto Shealy, afirma: “Toda doença conhecida está associada a uma deficiência de magnésio. O magnésio é o mineral mais crítico necessário para a estabilidade elétrica de cada célula do corpo. Uma deficiência em magnésio pode ser responsável por mais doenças do que qualquer outro nutriente”.

    No Brasil, segundo o IBGE (e outros estudos), os números demonstram um risco de inadequação de seu consumo a partir dos 19 anos de idade – comumente a idade inicial reprodutiva. A necessidade de ingestão de magnésio aumenta no período da gestação e lactação (por volta de 350mg). Como suplemento, o magnésio é associado a outros elementos, e dependendo dessa associação sua biodisponibilidade no organismo será maior ou menor. Atualmente, as formas bisglicinato e malato são consideradas as que provêm a maior biodisponbilidade.

    Existem estudos sobre os efeitos positivos do ácido fólico durante a gravidez. Sua maior ingestão nesse período é necessária para a rápida proliferação celular, regulação da expressão genética, metabolismo de aminoácidos e síntese de neurotransmissores.

     

    Ácido fólico

    A vitamina da preconcepção

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    Já na segunda semana de gravidez, quando o bebê mede apenas três milímetros, surge o tubo neural, estrutura embrionária que vai dar origem ao cérebro e à medula espinhal. O ácido fólico (vitamina B9), já bem documentado, ajuda a formar o tubo neural da criança, e é tão importante que os médicos o indicam desde o período periconcepcional para a prevenção dos defeitos de fechamento do mesmo (como spina bífida, hidrocefalia, meningomielocele).

    Na natureza, a vitamina B9, pode ser obtida através de alimentos, como folhas verdes, feijão, lentilha, couve¬-flor, beterraba, carnes e arroz integral. Porém, existem organismos que não conseguem transformá-la em sua forma ativa. Esse é um processo bioquímico que acontece no intestino e no fígado, mas diante de alguma disfunção enzimática a conversão do ácido fólico na sua forma ativa 5-MTHF pode não ocorrer. Dados mostram que 20 a 30% da população apresenta uma mutação genética e não produzem doses adequadas de MetilTetraHidroFolatoRedutase (MTHFR), a enzima responsável por transformar ácido fólico na sua forma ativa (Metilfolato). Portanto, recomenda-se a suplementação diária dessas formas mais ativas e biodisponíveis, dependendo das particularidades da saúde da gestante e segundo o médico responsável.

    Existem estudos sobre os efeitos positivos do ácido fólico durante a gravidez, e sua maior ingestão nesse período é necessária para a rápida proliferação celular, regulação da expressão genética, metabolismo de aminoácidos e síntese de neurotransmissores. Em 2012, uma revisão sistemática e meta-análise apontou um efeito positivo do ácido fólico sobre o peso do bebê ao nascer, como também um estudo de 2015, publicado em Journal of Obstetrics and Gynaecology, Canadá, afirmou que a suplementação do nutriente deve ser mantida, mesmo por mulheres que apre¬sentam riscos mínimos de defeitos de fechamento do tubo neural durante a gravidez e enquanto durar a lactação para a prevenção de outras anomalias.

    Importante para a saúde materna, além de seus benefícios físicos, o ácido fólico pode ajudar na prevenção ou minimização da depressão pós-parto. Outro estudo, dessa vez finlandês, com 2.806 participantes, publicado no Journal of Afective Disorders, constatou que, entre as participantes com maior ingestão do suplemento, o risco de sintomas depressivos melancólicos foi quase 50% menor do que entre aquelas com o menor consumo.

    Ferro

    Transporte de oxigênio

    Dark red capsules contain Palafer and the pink tablets contain ferrous fumarate. Iron supplements should be taken with food once a day by iron-deficient (anemic) persons. Excessive doses are harmful. Iron is needed for red blood cell formation, where it i

    A suplementação de ferro está dentre as mais disseminadas pela medicina. Antes mesmo de engravidar, seu corpo precisa de ferro para realizar uma série de funções, como a produção de hemoglobina (proteína do sangue que ajuda a carregar oxigênio para as células do corpo) e a manutenção de um sistema imunológico saudável. Já a anemia por deficiência de ferro materno na gestação é um desafio mundial da saúde, sendo estimado que 41,8% das gestantes são anêmicas.

    Quando uma mulher engravida, ela precisa do dobro de ferro em comparação com o período pré-concepcional, e muitas delas já começaram a gravidez com estoques insuficientes. Essa reserva de ferro com certeza fará falta se não suplementada com eficiência. Isso porque a quantidade de sangue aumenta no seu corpo em até 50% durante a gestação, sendo necessária maior produção de hemoglobina para o bebê.

    O ferro em maior quantidade também será usado pelo bebê em desenvolvimento e pela placenta, especialmente no segundo e terceiro trimestres.

    Com uma alimentação rica em ferro (fígado e carnes, oleaginosas, frutas secas, feijão, lentilha) e seguindo a recomendação do médico responsável pela prescrição de suplementos, a gestante irá manter adequado o nível do mineral, mas faz-se necessário muita atenção, em especial às mulheres veganas e vegetarianas.

     

    Vitamina E

    Importante antioxidante

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    Há oito formas conhecidas de vitamina E –quatro tocoferóis e quatro tocotrienóis. Cada uma delas é responsável por ações específicas no corpo e seus benefícios continuam a ser descobertos. Os tocotrienóis são encontrados, entre outros, no óleo de palma, de coco, cevada e farelo de arroz, enquanto o girassol, amendoim, nozes, gergelim e azeite de oliva contêm tocoferóis. Recomenda-se ingerir um mix de suas formas para que o corpo faça uma administração inteligente.

    Durante a gravidez, a vitamina E é um importante antioxidante e ajuda a defender as células. Em uma revisão de múltiplos estudos, publicada em Advances in Nutrition, a investigadora Maret Traber verificou que, mesmo sendo importante durante toda a vida, os níveis elevados de concentração de vitamina E durante o nascimento foram associados com melhor função cognitiva em crianças de 2 anos de idade.

    “Muitas pessoas acreditam que a deficiência de vitamina E nunca ocorre. Isso é um engano”, afirmou Traber, professora da Faculdade de Saúde Pública e Ciências Humanas da Universidade do Estado de Oregon, USA, investigadora principal do Instituto Linus Pauling e considerada uma expert sobre a vitamina E. Estudos, como o publicado no conceituado periódico PLoS ONE, 2015, constataram que, entre os que não suplementavam, foi encontrada uma alta prevalência de baixos níveis da vitamina E. Ou seja, a dieta por si só pode não satisfazer a necessidade do corpo.

    Alguns dos resultados de uma ingestão inadequada são menos óbvios, tais como o seu impacto sobre o sistema nervoso, o desenvolvimento do cérebro e a resistência geral à infecção. Outros resultados podem se manifestar através de anemia, nanismo, aborto e outras condições patológicas para a mãe e/ou bebê.

    Suplementação na gravidez

    Pregnant woman with glass of water and tablets in hands

    Em geral, os efeitos da anemia durante a gestação incluem deficiente ganho de peso, complicações no parto, nascimento prematuro, déficit cognitivo e, em casos mais graves, mortalidade materna.

     

    Iodo

    Além da tireoide, muito importante para o cérebro

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    O iodo é extremamente importante na biossíntese dos hormônios tireoidianos T3 e T4, que desempenham um papel notável no crescimento e desenvolvimento dos órgãos e, principalmente, do cérebro embrionário antes, durante e após a gravidez. A ingestão de iodo nos níveis recomendados ajudará a evitar uma má formação cerebral e preservar a capacidade de aprendizado da criança. Mesmo uma deficiência leve pode prejudicar o desenvolvimento intelectual da criança. Estudos recentes no Reino Unido e Austrália mostraram que o QI é, de fato, reduzido em alguns pontos.

    “De acordo com a OMS, toda mulher grávida deve consumir cerca de 250mcg de iodo por dia, e isso deve ser continuado até o término do período da amamentação”, dizem os autores de um estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition. No Brasil, desde o ano passado, definiu-se que todo suplemento vitamínico para gestantes deve conter 150mcg de iodo.

    Um estudo, publicado em The Lancet Diabetes & Endocrinology Journal (2015), propõe, inclusive, que a suplementação de iodo seja efetuada mesmo em países que apresentam baixa incidência de sua deficiência, desde que é uma medida preventiva, resultando economia de custos para os sistemas de saúde e sociedade. Ou seja: a prevenção gera uma positiva relação custo-benefício.

    Outro ponto a ser levantado, é que por décadas a população tem sido aconselhada a reduzir o consumo de sal, mas quando o sal iodado é evitado, precisa-se cuidar muito para que os níveis de iodo se mantenham saudáveis. Alimentos como frutos do mar, algas comestíveis, laticínios, e algumas verduras, como vagem e agrião, são fonte de iodo. Já uma análise de algumas marcas de sal comercialmente disponíveis nos EUA mostrou que, após a abertura do produto, o iodo pode se perder. Uma vez que o sal fica exposto ao ar, a maior parte do teor de iodo desaparece no prazo de quatro semanas depois – ainda mais depressa em condições de umidade elevada.

     

     

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